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Segunda-feira, 30 abril de 2007   edições anteriores
MUNDO
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  Sarkozy ‘presidente do povo’?

Candidato líder nas pesquisas para as eleições presidenciais opta por discurso populista

O candidato da direita à eleição para Presidência da França, Nicolas Sarkozy, provocou a esquerda e se definiu como o “porta-voz do povo”, ontem, antes do debate da próxima quarta-feira com a socialista Ségolène Royal, que tenta seduzir os eleitores centristas. “A vitória será linda porque será de vocês”, proclamou o candidato em tom otimista e unificador, falando a cerca de 40 mil pessoas reunidas em seu comício, em Paris.

“Os socialistas têm alergia a Sarkozy porque sua energia e sua tenacidade os incomoda”, afirmou Marie Therese Rahnema, professora parisiense presente ao ato político.

Durante um comício, em seu acalorado discurso interrompido várias vezes por gritos populares de “Sarkozy presidente”, o candidato conservador enfatizou que será o presidente de todos os franceses e denunciou os “herdeiros do movimento social de maio de 1968” e a esquerda que “deixou de representar o trabalhador”.

Sob os aplausos de seus partidários, ele afirmou querer ser um “porta-voz do povo” e prometeu que não os trairá”.

Para conter a tentativa de Ségolène de se aproximar dos eleitores de François Bayrou, que chegou em terceiro lugar no primeiro turno, Sarkozy estendeu a mão aos centristas, “cujas idéias são tão próximas das nossas”.

Os franceses ainda têm oito dias para “criar as condições de uma imensa união” e construir o país “mais próspero do mundo”, clamou Sarkozy diante de uma multidão estimada por seu partido em 20 mil pessoas, além de outros 20 mil que acompanhavam a reunião em telões colocados fora.

O Partido Socialista, por sua vez, denunciou “o eterno discurso de ódio e de divisão” de Sarkozy.

Questionado sobre este debate muito esperado entre os dois finalistas do segundo turno, previsto para o dia 6 de maio, o favorito das pesquisas expressou à rede de televisão Canal + sua intenção de “debater com respeito e com firmeza”. “Será que é preciso ter argumentos menos contundentes e falar mais baixo quando se trata de uma mulher?”, perguntou Sarkozy.

“Na minha opinião, as mulheres também são inteligentes e trabalhadoras. A questão dos franceses não é ter um presidente homem ou mulher, mas um que assuma suas responsabilidades”, disse.



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