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Delicadeza nas picapes
Festival de música eletrônica em maio aposta, ainda que timidamente, na presença das DJs
Marc Tawil, m.t@grupoestado.com.br
Todo ano a história se repete: blogs e sites especializados especulam as principais atrações do Skol Beats; a organização confirma algumas, descarta outras; DJs conhecidos estampam páginas de jornais e revistas; a “revelação” é festejada antes tocar; e o “convidado de honra”, normalmente estrangeiro, aumenta as vendas (e o preço) do ingresso.
A duas semanas da 8ª edição do maior festival de música eletrônica do País, marcado para os dias 4 e 5 de maio em São Paulo, nada fugiu ao script. Ou quase nada: neste ano, dentre 60 atrações, há, pelo menos, cinco sets comandados por mulheres.
“Já é bastante!”, comemora a DJ Ingrid, única dama a se apresentar em 2004 no festival e presença confirmada na abertura da tenda DJ Mag, no dia 4 de maio. “Sinceramente, não vejo distinção entre mulheres e homens no palco. Acontece que, como muitas profissões, ser DJ interessa mais aos rapazes e é natural vê-los mais por aí”, explica a bela Ingrid, que se apaixonou pela música eletrônica no clube The End, em Londres, no distante ano de 1998, quatro anos antes de estrear no mesmo Skol Beats.
Com um set de house, deep house, funky house e tech house, Denise Konzen também deve ser um dos destaques da 8ª edição do festival. Pelo som, evidente, e pelo fisique du rôle - a DJ, que desde 2004 figura no cast da agência Hypno, é modelo de sucesso.
Apresentam-se ainda no evento a DJ Laima (que forma a dupla MixHell com o Iggor Cavalera) e Miss Kittin, ícone da electro francesa.
Mas nem só das picapes viverá o Skol 2007. Grupo vocal formado por Leilah Moreno, Cindy e Quelynah, o Antônia, dará um side hip hop à festa. “É a primeira vez que a gente se apresenta num festival desse porte. Pessoalmente sou fã de muita coisa da música eletrônica, mas confesso que, como DJ, só fiz um cursinho básico para mexer nas picapes. Nosso show vai ser no palco, como cantoras”, admite .
Cindy se diz ansiosa: “Já fui a alguns Skol, nunca no palco. É uma sensação diferente.” Se pudesse escolher um nome para dividir o set seria o DJ Patife. “Sou fã. Para mim, é quem consegue fazer melhor a mistura de eletrônico com MPB.”
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