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Caseira dá festas particulares em escola
Vizinhos reclamam da música alta e não se conformam com o uso do espaço público pela zeladora
SAULO LUZ, saulo.luz@grupoestado.com.br
Durante a semana, a Escola Estadual Ludovina Credidio Peixoto, no Itaim-Bibi, é como qualquer outra. Nas noites dos fins de semana, porém, o espaço público acaba se transformando em local de “festinhas particulares” da caseira da escola, incomodando a vizinhança, que não dorme e está indignada com o uso particular do colégio. E um detalhe revolta os vizinhos: a caseira, Rosileine Perez, é policial militar. “Nós já reclamamos com a diretora, chamamos até a polícia, mas como ‘eles’ se conhecem não deu em nada”, conta Angela Tardivo, vizinha da escola.
Outros moradores do entorno da escola confirmam que é comum a caseira e seus familiares realizarem festas, churrascos, karaokês e outros tipos de atividades. “No sábado de Carnaval do ano passado, a caseira organizou inclusive um baile funk”, conta Carlos Eduardo Tardivo, marido de Angela. Segundo ele, o “baile funk” só terminou às 6 horas, enlouquecendo a vizinhança. “Na ocasião, me disseram que a caseira havia sido advertida e não se repetiria o problema”, conta.
Fins particulares
Apesar da reclamação, a caseira seguiu dando suas festinhas. A última foi de aniversário no Sábado de Aleluia(7/4) e, apesar de não ter adentrado a madrugada, obrigou os moradores a escutar músicas de karaokê altíssimas. “Acho um absurdo usar para fins particulares um espaço público sustentado com nossos impostos”, diz Carlos.
Bailes e festas não são as únicas atividades que compõem o histórico da policial como caseira. Segundo moradores, tempos atrás, ela permitia que amigos de sua família fossem jogar bola na escola. “Marmanjos que não estudam na escola nem moravam no bairro vinham jogar na quadra, brindando os vizinhos com gritos e palavrões”, conta Carlos Eduardo Tardivo.
Segundo a Secretaria da Educação, eram moradores da região participando do programa Escola da Família.
A Secretaria de Estado da Educação informa que a reclamação não procede da maneira como os moradores contam. Segundo o órgão, a direção da escola autorizou a festa de aniversário da filha da zeladora, que foi realizada apenas na zeladoria e não nas dependências da escola.
Os moradores contam uma história diferente: “As festas não foram na casa dela, foram no pátio da escola”, afirma Gustavo Costa de Camargo, morador.
A equipe de reportagem do JT procurou a caseira e policial Rosileine Perez, mas ela não quis falar sobre o caso e enviou recado dizendo que a Diretoria de Ensino Centro-Oeste recomendou não se pronunciar até segunda ordem.
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