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Sábado, 21 abril de 2007   edições anteriores
MUNDO
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  Terror, assassinato e suicídio na Nasa

Homem armado invade prédio da Nasa em Houston, mata um refém a tiros e se suicida. Segunda refém sobrevive

Um funcionário terceirizado da Nasa invadiu ontem o Centro Espacial Johnson, em Houston (Texas), matou um homem a tiros e se suicidou após confronto com a polícia. Um segundo refém (uma mulher) se salvou sem ferimentos. A polícia ainda não conhece o motivo que levaram ao crime.

A nova tragédia ocorreu em meio ao trauma provocado nos EUA, há cinco dias, pelo massacre da Virginia Tech, onde 32 pessoas foram mortas pelo estudante sul-coreano Cho Seung-hui, que se suicidou.

A invasão ocorreu por volta das 15h40 (horário de Brasília), quando o criminoso, descrito como um homem armado, com cerca de 50 anos, alto e loiro, invadiu o prédio 44 do Centro Espacial. Em seguida, a Nasa esvaziou o prédio. De acordo com James Hartfield, porta-voz da agência espacial, entre cinco e nove disparos foram ouvidos.

Negociação

Policiais cercaram o edifício - um dos menores do Centro Espacial, responsável pelo controle das missões espaciais e que abriga os escritórios de engenheiros da Nasa.

Por quatro horas, especialistas em negociação com seqüestradores tentaram dialogar com o criminoso. Nos outros prédios do complexo da Nasa, a polícia ordenou que os funcionários não saíssem de seu interior.

Michael Zolensky, um dos pesquisadores da Agência Espacial, disse que os funcionários dos prédios vizinhos acompanharam os acontecimentos pela TV.

Uma escola próxima ao centro também recebeu recomendações de fechar suas portas e não deixar que ninguém saísse.

Por volta das 19h30, ocorreram novos disparos e se ouviram gritos. Após trocar tiros com o invasor, os policiais conseguiram entrar no edifício. Um porta-voz da polícia afirmou que o corpo do homem foi encontrado, com um tiro na cabeça, ao lado do cadáver do funcionário. Um mulher - a segunda refém do criminoso - estava amarrada, mas sem ferimentos.

A rede de TV KTRK, citando fontes policiais, afirmou que o criminoso se chama William Phillips.

Especula-se que ele era empregado da empresa Jacobs Engineering, com sede em Pasadena (Califórnia). 'Acredito que seja um de nossos funcionários', disse John Prosser, vice-presidente da companhia.

O Centro Espacial Johnson foi inaugurado em 1961 e conta com 3 mil empregados, a maioria deles engenheiros e cientistas.



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