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Marca Ipiranga será mantida em São Paulo
Valor da venda do grupo chega a US$ 4 bi
A Petrobrás, a Braskem e o Grupo Ultra oficializaram ontem, em São Paulo, a compra do Grupo Ipiranga. O valor do negócio poderá chegar a US$ 4 bilhões, incluindo a aquisição das ações de ex-controladores e de acionistas minoritários. A rede de postos Ipiranga continuará com sua marca em São Paulo.
Os postos das regiões Sul e Sudeste passarão a ser operados pela Ultra com a marca Ipiranga. No restante do País, a bandeira dos estabelecimentos deverá ser substituída pela marca Petrobrás Distribuidora (rede BR)em até cinco anos. Segundo o mercado, ainda é cedo para dizer se o negócio poderá causar mudança no preço dos combustíveis.
Além de ser a maior aquisição de ativos privados envolvendo empresas brasileiras, o negócio marca o retorno da Petrobrás aos investimentos no setor petroquímico. Segundo analistas, o negócio abre novo ciclo de reestruturação societária com participação da Petrobrás na reorganização do setor na Região Sudeste, principalmente na Petroquímica União (PQU), em São Paulo.
Além disso, a Petrobrás pode acelerar o plano de investimento no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), negócio de US$ 8 bilhões. 'Essa aquisição indica dois movimentos: a ação ativa da companhia na petroquímica e o aumento das sinergias na distribuição de combustíveis', diz José Sérgio Gabrielli, presidente da estatal.
A compra da Ipiranga envolverá troca de ações e pagamento em dinheiro aos acionistas. Apenas os minoritários com ações preferenciais receberão em troca ações também preferenciais da Ultrapar Participações. A Petrobrás anunciou que desembolsará US$ 1,3 bilhão. A Braskem buscará US$ 1,1 bilhão no mercado. O Grupo Ultra estima em US$ 1,6 bilhão a sua participação.
O Grupo Ipiranga, como existe hoje, será desfeito até o fim do ano. O Grupo Ultra, que vai ficar com a marca Ipiranga e a distribuição de combustíveis líquidos nas Regiões Sul e Sudeste, terá 15% da distribuição de combustível no País. A Petrobrás ficará com a distribuição de combustível no Norte, Nordeste e Centro-Oeste e dividirá com a Braskem a área petroquímica. A área petroquímica será dividido entre Braskem (60%) e Petrobrás (40%).
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