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Câmara: ‘guerra dos sexos’ à vista?
Três projetos colocaram a Câmara Municipal paulistana à beira de “guerra dos sexos”. As propostas passaram pelas comissões da Casa e, se não forem contestadas por vereadores, vão direto à sanção - ou veto - do prefeito Gilberto Kassab (PFL). De um lado, está o Dia do Orgulho Heterossexual, iniciativa de Carlos Apolinário (PFL). Do outro, o Dia do Orgulho Lésbico e a oficialização da Parada do Orgulho GLBT na Av. Paulista, de Carlos Giannazi (PSOL), que assume mandato de deputado estadual dia 15.
Para projetos não irem direto ao prefeito e passarem por 2 votações em plenário, é preciso ao menos 6 vereadores se manifestarem no prazo de 5 sessões. Apolinário diz que “pensa em pedir” que o projeto da parada vá a plenário: “Na (Avenida) Paulista deveria haver só São Silvestre e Réveillon”.
Ele afirma que não se incomoda se o seu projeto for levado a votação em plenário. “Há vereadores que apresentam muitos projetos a favor dos homossexuais que podem pedir. Mas acho que vai dar mais holofote ao assunto, irei à tribuna defender a idéia.” Apolinário alega não ser homofóbico. “Se um homem quer beijar outro não é problema, desde que não seja de maneira acintosa em público.”
Giannazi tachou a proposta de Apolinário de “folclórica”. “Se ele pedir (ida ao plenário) do meu projeto, peço do dele. Minha proposta não é brincadeira, é aspiração de movimento organizado, para denunciar a homofobia.”
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