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Quem enviar logo, recebe primeiro
Restituição também sai ante para contribuintes com mais de 60 anos
RODRIGO GALLO, rodrigo.gallo@grupoestado.com.br
Pelas regras da Receita Federal, as pessoas que enviarem as declarações do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) logo no início do prazo de entrega provavelmente receberão a restituição no primeiro ou segundo lotes, que serão liberados a partir do meio do ano. Além disso, conforme prevê o Estatuto do Idoso, contribuintes com mais de 60 anos terão prioridade na devolução do dinheiro.
Porém, as declarações enviadas ao Leão com erros ou informações conflitantes poderão cair na malha fina, atrasando o pagamento das restituições. É por isso que Luiz Monteiro, auditor da Receita Federal em São Paulo, orienta os contribuintes a tomar muito cuidado na hora de preencher o formulário e, sobretudo, no apontamento dos valores de dedução.
De acordo com Monteiro, o ideal é separar a documentação necessária para a entrega do IR com antecedência para evitar problemas. Recomenda-se colocar em uma pasta todos os recibos que serão usados na declaração, como comprovantes de gastos com médicos, dentistas e até mesmo internações. Além disso, as pessoas devem separar a documentação relativa aos gastos escolares, para apontar os valores corretos das deduções. “Deve-se separar também uma cópia da última declaração do imposto e o disquete”, explicou. Com isso, é possível ter tempo de preencher o formulário com calma, entregar a declaração com antecedência e, assim evitar problemas.
Outra recomendação do Leão é para que as pessoas não se desesperem caso cometam erros no envio da declaração, pois é possível enviar um novo formulário retificando a falha. Caso o contribuinte perceba algum equívoco na declaração, deve-se acessar a página da Receita na internet e enviar a correção imediatamente para não ficar muito tempo esperando pela restituição.
Monteiro garante que, com toda a papelada em mãos, é possível preencher o formulário da declaração do IR em no máximo dez minutos, pela internet.
Pelos cálculos do Fisco, 746 mil contribuintes caíram na malha fina no ano passado - metade deles por terem omitido rendimentos na declaração e outros 20% por conta de erros no apontamento das deduções. De acordo com Monteiro, é essencial ficar atento ao limite permitido para cada tipo de dedução.
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