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Big Brother gera crise diplomática
Atriz indiana é vítima de racismo na Inglaterra. Até Blair comentou
A versão britânica do Big Brother está dando o que falar. O escândalo sobre a suposta perseguição racista a uma das participantes do reality show, a indiana Shilpa Shetty, de 31 anos, alcançou ontem o mundo das relações diplomáticas internacionais. Tanto o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, quanto seu provável sucessor, o atual chanceler Gordon Brown - coincidentemente, em visita à Índia - se pronunciaram publicamente sobre o caso. O governo indiano prometeu 'tomar as medidas apropriadas'.
Atriz de Bollywood, Shilpa estaria sendo discriminada pelas participantes britânicas - a cantora Jo O'Meara, a estrela de TV Jade Goody e a modelo Danielle Lloyd -, que chamaram sua comida de não confiável, zombaram de seu sotaque e reclamaram de sua voz estridente.
Blair disse não ter visto o programa, mas expressou oposição ao 'racismo em todas suas formas'. Na Índia, Brown afirmou: 'Quero que a Grã-Bretanha seja vista como um país justo e tolerante. Qualquer coisa contrária a isso, eu condeno'.
Vídeos divulgados ontem mostravam manifestantes indianos queimando cartazes dos produtores do Big Brother. As reclamações ao órgão britânico regulador de mídia e à emissora passaram de 22 mil e a polícia disse ter recebido e-mails ameaçando participantes.
O Canal 4, que veicula o reality show, divulgou nota negando ter havido 'abuso racial ou comportamento racista explícito', mas 'um choque de cultura e classes'. Os participantes do programa permanecem sem saber do furor do lado de fora, enquanto a audiência sobe e Shilpa torna-se favorita ao prêmio.
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