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Dara e Anny, incansáveis no resgate
As duas cadelas têm sido fundamentais para a localização de corpos soterrados
CAMILLA RIGI, camila.rigi@grupoestado.com.br
O resgate das vítimas da cratera do metrô seria ainda mais demorado se Dara e Anny não trabalhassem tão bem. As duas cadelas pertencentes ao Corpo de Bombeiros apontaram os locais onde foram encontradas as três vítimas já removidas. Há oito meses da aposentadoria, Dara e Anny, que são irmãs, trabalham nos escombros desde sexta-feira. Uma base de apoio, com alimentação e água, foi montada em uma das casas interditadas para que as cachorras não precisassem ir e vir do canil para o local do acidente. 'Elas são as cachorras mais bem treinadas da corporação', disse o sargento Marcelo Dias.
O treinamento começa cedo, aos 4 meses de idade, e acaba com 8 anos de serviço, porque é muito estressante. Os cachorros são ensinados a gostar de um brinquedo e, para poder consegui-lo, elas precisam encontrar as pessoas. 'Alguém da corporação se esconde e, pelo cheiro do sangue e do suor, elas têm de localizá-lo.'
O treinamento dura de um ano e meio a dois anos. Só então elas estão preparadas para ajudar as operações de resgate. No caso do acidente do metrô, Dara e Anny contribuíram para reduzir a área de atuação dos bombeiros. Elas não apontam exatamente o local, mas delimitam a área onde pode haver corpos. 'A forma como cada uma se comporta é diferente.'
O trabalho dura apenas 15 minutos. Uma é solta primeiro. Quando aponta um local, é presa e a segunda é liberada. Se as duas apontarem a mesma área, é ali que possivelmente há vítimas. 'Elas até podem se confundir com odores fortes, mas no caso do metrô, acertaram sempre.'
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