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Aumento de 8,57% este ano
Categoria vai reivindicar porcentual para quem ganha mais do que um salário mínimo
LUCIANA MATTIUSSI, luciana.mattiussi@grupoestado.com.br
O Sindicato Nacional do Aposentados da Força Sindical, a Central Única do Trabalhador (CUT) e outras centrais sindicais decidiram , em reunião realizada ontem, defender um reajuste de 8,57% (igual ao do salário mínimo) para todas as aposentadorias e pensões pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Antes de enviar a proposta para a Previdência Social, entretanto, os sindicalistas terão novo encontro, no próximo dia 30.
'Fizemos a pauta hoje (ontem) e cada representante presente na reunião vai levar para a sua diretoria. No encontro do dia 30 vamos bater o martelo para e fazer a redação para enviar para o governo', explicou o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, João Batista Inocentini, que ressaltou que o índice igual ao aplicado ao mínimo foi escolhido para acelerar o processo de recuperação do poder de compra dos aposentados. 'Na reunião, discutimos sete itens e o primeiro foi justamente o do aumento. Decidimos defender o reajuste igual ao do salário mínimo para aumentar o poder de compra a curto prazo. Mas também temos propostas políticas para médio e o longo prazo', disse.
O Sindicato também irá defender a antecipação de 50% do 13° salário para junho, além dos novos valores dos benefícios já começarem a valer em abril. 'Aí, os aposentados já recebem o novo salário em maio', diz Inocentini. Outras medidas que as centrais irão propor ao governo são: o estabelecimento de um cronograma para pagamento dos precatórios; discussão sobre a gestão da seguridade social; implantação da comissão permanente de valorização da previdência e implantação dos benefícios remanescentes do Estatuto do Idoso. A perspectiva é de que as negociações com o governo já comecem no início de fevereiro.
No ano passado, a negociação para o reajuste dos aposentados que ganham acima do piso gerou polêmica. Após acordo entre sindicalistas e governo para um aumento de 5%, a oposição tentou emplacar o índice de 16,67%. Em plena campanha presidencial, o presidente Lula vetou esse porcentual porque iria desequilibrar as contas do governo. Foi então editada nova Medida Provisória estabelecendo o reajuste de 5,01%, que começou a valer com data retroativa a 1º de agosto.
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