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Segunda-feira, 6 novembro de 2006   edições anteriores
OPINIÃO
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  A operação que inverte a Radial Leste

Marcelo Duarte

Só para inverter a mão de direção de uma faixa da Radial Leste, doze agentes da CET gastam uma hora e meia por dia. A via é a principal ligação entre o Centro e a região Leste de São Paulo e, para suportar o congestionamento dos horários de pico, cinco faixas no sentido bairro e outras quatro em direção ao Centro não são suficientes. Por isso, das 6 h às 9 h, duas faixas que levam para a Zona Leste são invertidas para os carros que seguem para o Centro. À tarde, no chamado “Pico 2” pelos agentes da CET, é a pista sentido bairro que ganha uma faixa extra, entre 17 h e 20 h.

Para fazer as alterações, a CET monta uma operação especial que começa com a interdição da faixa que será invertida. Aí apenas duas picapes e três motocicletas da CET podem percorrê-la. E o percurso é longo: de manhã, a alteração começa no início da Radial, na Baixada do Glicério, no Centro, e vai até a Rua do Pinhalzinho, no Carrão. O caminho é um pouco menor às 17 h - até a Rua Vilela, no Tatuapé.

Haja cone
À tarde, a primeira picape passa pela faixa às 15h30, distribuindo os 440 cones que sinalizarão a mudança. “De manhã, o percurso é maior e são usados ainda mais cones”, explica o agente da CET. Enquanto a faixa está fechada, mas ainda não liberada para o trânsito, o motorista que tentar cortar caminho por ela pode ser multado em R$ 191,54 por trafegar na contramão (falta gravíssima) - e receber 7 pontos na carteira de habilitação. Outra picape faz a escolta para evitar acidentes.

No período que separa a organização dos cones e a liberação da faixa, doze agentes de trânsito da CET se dividem por todo o trecho onde haverá a inversão para assegurar que nenhum carro fure o bloqueio e, claro, evitar que, quando a faixa estiver liberada, algum desavisado entre na contramão.
Depois que todos os cones são colocados, as duas picapes e as três motos fazem o caminho de volta já com o primeiro comboio de carros que usarão a faixa no sentido invertido. Durante esse percurso, são as picapes que dão respaldo às motos, para que os agentes-motoqueiros levantem os cones que foram derrubados pelos motoristas.

Inversão prolongada
Quando o horário de pico se estende, as faixas também ficam invertidas por mais tempo. “Em dias de muito movimento, como vésperas de feriado, essa inversão pode se estender até as 21 h”, explica um agente de trânsito que participa da operação na Radial.

Além da Radial Leste, outras doze vias da Cidade têm faixas revertidas diariamente para diminuir a lentidão do trânsito, além da Avenida São Valério, em Cidade Jardim, Zona Sul, que ainda está em fase de testes pela CET.

(SERVIÇO)E-mail: curioso@jt.com.br



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