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Funerárias furtavam corpos
EUA Órgãos eram vendidos para transplantes
Pelo menos sete agentes funerários confessaram ontem, à Justiça dos EUA, integrar uma quadrilha envolvida em furto milhares de cadáveres para transplantes de órgãos. Eles podem pegar penas de até 25 anos de cadeia.
De acordo com a polícia, o ex dentista de New Jersey, Michael Mastromarino seria o chefe da quadrilha. Os órgãos eram vendidos, sem a autorização dos parentes dos mortos, a empresas médicas. Entre outros, eram utilizados na manufatura de próteses dentárias e ósseas.
O promotor do distrito do Brooklyn, Charles Hynes, disse à rede BBC que centenas de órgãos foram vendidos por milhões de dólares, e que mais pessoas seriam indiciadas no caso. Uma das vítimas foi o jornalista da BBC, Alistair Cooke, morto em 2004, aos 95 anos. Para facilitar a venda de seus órgãos, a causa de sua morte e sua idade foram alteradas.
Cooke morreu de câncer de pulmão, mas a empresa alegou que se tratava de uma morte por ataque cardíaco. Sua idade também teria sido reduzida em 10 anos.
'Estes ladrões doentios pensaram que poderiam fazer o crime do século, roubando ossos, sem pensar nas famílias das vítimas nem nos receptores dos órgãos, que poderiam estar contaminados', disse Hynes.
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