| |
BNDES lança linha de incentivo a projetos sociais
Novo Programa de Apoio a Investimentos Sociais deverá movimentar até R$ 500 milhões por ano
LUANDA NERA, luanda.nera@grupoestado.com.br
Boa notícia para as empresas que pretendem investir em projetos que beneficiem a comunidade: o BNDES lançou uma linha de crédito para o financiamento de programas sociais, com condições diferenciadas. A estimativa é que o novo produto movimente até R$ 500 milhões por ano. O dinheiro poderá ser usado para implantação, consolidação ou expansão dos projetos.
"Grande parte das empresas que têm negócios com o BNDES já desenvolve programas sociais, seja internamente, seja para a comunidade externa. Nossa idéia agora é facilitar esse caminho", justifica Júlio Ramundo, superintendente da área de Inclusão Social e de Crédito do BNDES.
Segundo ele, a nova linha tem duas vertentes. Uma delas pode ser utilizada em ações voltadas para os funcionários, dependentes e familiares, além de clientes e fornecedores. A outra apóia projetos envolvendo as comunidades nas áreas de influência geográfica das empresas e aqueles possam beneficiar segmentos da população, como crianças ou idosos.
"No caso dos projetos que beneficiem a comunidade, o incentivo é ainda maior. A participação do BNDES é de 100%. Isso significa que todo o valor da proposta pode ser financiado. Nos empréstimos tradicionais, essa parcela não chega a 50%", relata Júlio Ramundo.
O representante do BNDES lembrou ainda que a nova linha de financiamento já está à disposição das empresas e representantes do setor de papel e celulose começaram a utilizar o benefício.
Flávio Almeida, gerente de comunicação do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), elogiou a iniciativa do BNDES e considerou-a um "avanço importantíssimo".
"Há uma clara necessidade de integração entre o setor público e o privado no contexto da Responsabilidade Social. Essa nova linha simboliza a parceria entre o maior banco de desenvolvimento da América Latina e as empresas brasileiras."
Mas o gerente do CEBDS alerta para a necessidade do investimento social privado estar atrelado à política de negócios das companhias: "As empresas só serão de fato socialmente responsáveis se conseguirem alinhar o repasse de recursos a projetos sociais com modelos de gestão sustentáveis. A filantropia é necessária, mas não pode ser a única estratégia". Júlio Ramundo, do BNDES, concorda: "O banco analisa todo o contexto socioambiental para aprovação de um projeto. A nova linha é um incentivo a mais."
|