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Ibope: cai distância entre Lula e Alckmin
Pesquisa mostra que petista ainda vence no primeiro turno por diferença de 6 pontos
Pesquisa Ibope/TV Globo sobre a corrida presidencial, feita entre 22 e 24 de julho e divulgada ontem, mostra que a distância entre os dois principais candidatos - o presidente Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) - diminuiu de 29 para 17 pontos desde o levantamento anterior, no início de junho. O petista caiu de 48% para 44%, enquanto o tucano subiu de 19% para 27%.
O levantamento mostra que ganhou força a tese de eventual segundo turno na disputa. A terceira colocada, Heloísa Helena (PSOL), subiu de 6% para 8%. A pesquisa também fez simulação de segundo turno, onde o petista venceria o tucano por 9 pontos (veja quadro).
Pelos números do Ibope, porém, Lula ainda venceria no primeiro turno com margem de 6 pontos, porque a soma dos demais candidatos chega a 38%, mas luzes amarelas se acenderam para ele. Segundo Márcia Cavallari, diretora do Ibope, a curva de Lula é declinante e "aponta para um segundo turno".
Alckmin cresceu depois que os programas de propaganda do PSDB lhe deram maior exposição pública, no mês de junho. O ponto fraco do candidato tucano - e que desequilibra seu desempenho até aqui - continua sendo o seu baixo potencial de votação no Nordeste, onde agora chegou aos 13%. Lula tem 66%.
Alckmin teve subida no Norte/Centro-Oeste, atingindo agora 31%, contra 39% de Lula. O resultado está um pouco abaixo dos 34% que o tucano teve no Sudeste (Lula tem 37%), seu reduto - Alckmin foi governador de São Paulo. No Sul, Alckmin tem 27% e Lula, 33%. O Ibope ouviu 2.002 eleitores, em 142 cidades.
A pesquisa revelou ainda queda na rejeição do tucano, de 34% em junho para 17% agora. Lula, por sua vez, pulou de 28% para 32%.
Debates, só no segundo turno
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, defendeu ontem a participação de Lula em debates só em eventual 2º turno. "Os debates que têm mais possibilidade de confrontos de posições são os do 2º turno".
Já Alckmin, visitou ontem, no Maranhão, a candidata do PFL ao governo estadual, senadora Roseana Sarney, e pediu seu apoio. Ao final do encontro, ela foi evasiva: "Vamos conversar mais."
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