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Mobilização
Eduardo Capobianco
A contenção da onda de ataques do crime organizado em São Paulo é responsabilidade indelegável das autoridades de segurança do Estado. A partir desse pressuposto, não existe proposta mágica que abarque a questão na sua verdadeira complexidade.
São Paulo tem 120 mil policiais, conhecedores da geografia, da cultura e das características das cidades e da estrutura do crime em seu território. Tem as condições, portanto, para lidar com eventuais tentativas do crime de subverter o Estado de Direito.
Por outro lado, é no auge das crises, quando se impõem ações concentradas do Estado, que a sociedade pode e deve manifestar-se. E é nestes momentos que as autoridades e a polícia mais precisam do apoio da população.
A sociedade já tem mecanismos para participar do enfrentamento do problema, não só em situações agudas, mas de modo permanente. Um exemplo é o Disque-Denúncia (telefone 181). Por meio deste serviço, é possível informar, com absoluta segurança e garantia de anonimato, sobre quaisquer crimes que afetam o cotidiano dos cidadãos.
Mas se há uma lição a tirar dos lamentáveis episódios é a de que, para lidar com a ousadia do crime, é fundamental que a sociedade se mantenha mobilizada.
É preciso que todos, autoridades e representantes da sociedade civil, evoluam no sentido de preparar uma agenda positiva - base para estratégias que impeçam a repetição das violências e ataques às instituições a que todos assistimos estarrecidos.
Empresário e presidente do Instituto São Paulo contra a violência
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