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Israel ameaça criar zona-tampão
Tanques poderão tomar faixa ao sul do território do Líbano caso forças internacionais não a ocupem
Israel vai criar uma zona de segurança, no sul do Líbano, até que tropas estrangeiras sejam posicionadas na região ou o Hezbollah saia da fronteira entre os dois países em um acordo de cessar-fogo. A medida foi anunciada pelo ministro da Defesa israelense, Amir Peretz.
Por 18 anos, as Forças Armadas de Israel mantiveram uma zona-tampão com a ocupação de uma faixa ao sul do território libanês, mas com uma resolução da ONU estabelecida em 2000, os militares deixaram a área.
Com as declarações de ontem, no entanto, Peretz torna-se a primeira autoridade israelense, no atual conflito, a manifestar apoio ao reerguimento de uma zona de segurança no sul do Líbano.
O ministro não revelou se os soldados israelenses serão posicionados na fronteira ou se a zona-tampão será mantida com bombardeios. Inicialmente, Israel opunha-se à presença de forças estrangeiras no sul do Líbano, preferindo o deslocamento de tropas libanesas, mas nos últimos dias disseram aceitar uma força de paz liderado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Ontem - 14º dia de confrontos - o Exército israelense afirmou ter cercado Bint Jbail -, a cerca de quatro quilômetros da fronteira com Israel. Trata-se de um dos principais redutos do Hezbollah por ter sido um dos centros da resistência à ocupação israelense de 1982 a 2000. "A intenção não é ocupar Jbail, mas fazer uma operação limitada", disse o general Ido Nehushtan.
Enquanto as milícias xiitas voltaram a atacar o norte de Israel com foguetes, as forças israelenses voltou a bombardear o sul da capital, Beirute. De acordo com o governo libanês, o número de civis libaneses mortos desde o início dos combates é de 392, enquanto um total 1.383 pessoas ficaram feridas. O número de mortos entre os militantes do Hezbollah é de 11. Há 23 militares e 17 civis israelenses mortos.
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