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Quarta-feira, 26 julho de 2006   edições anteriores
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Tricolor quer abrir vantagem, hoje, sobre o Chivas

Giuliano Vilanova, giuliano.vilanova@grupoestado.com.br

O São Paulo não poderá escalar o zagueiro André Dias para o jogo decisivo de hoje às 22 horas, contra o Chivas, em Guadalajara, pela fase semifinal da Copa Libertadores da América. Na tarde de ontem, o TST (Tribunal Superior de Trabalho) indeferiu o pedido do zagueiro para continuar atuando pelo São Paulo.

O Chivas já venceu o Tricolor duas vezes na Libertadores. Time de Muricy garante que hoje a história será diferente.

Edcarlos jogará no lugar de André Dias, formando o trio com Fabão e Lugano. São os três zagueiros que atuaram contra o Liverpool na final do Mundial de Clubes da Fifa, em dezembro, no Japão.

Mesmo sem André Dias, o São Paulo é um time experiente e com muita vontade de vencer a Libertadores mais uma vez. Por essa razão, não pode falhar três vezes contra o mesmo adversário. É hora de derrotar o Chivas, depois de duas derrotas por 2 a 1 na Libertadores. A equipe de Muricy Ramalho garante que aprendeu com os erros cometidos e que voltará para o Brasil com um bom resultado, o que a deixaria mais perto da final. O jogo de volta é na próxima quarta-feira, no Morumbi.

"Aqueles confrontos valeram como experiência, já sabemos como cada jogador do Chivas se comporta", comenta Rogério Ceni. "Agora, temos de provar que somos melhores do que eles para que possamos chegar à decisão."

A empolgação dos mexicanos, que eliminaram o Velez Sarsfield nas quartas-de-final, também pode favorecer os são-paulinos.

"Por atuar em casa, o Chivas vai precisar sair para o jogo e pode se abrir", comentou Ricardo Oliveira. "Precisamos ser inteligentes e aproveitar bem as chances de gols que criarmos", diz o atacante, que ainda não faturou na Libertadores pelo São Paulo. "O jejum pode acabar agora."

Outro fator decisivo para o time brasileiro é não se limitar a defender o resultado e também buscar o ataque.

"Sofremos muita pressão deles no jogo da primeira fase", lembra o volante Josué. "Desta vez, precisamos ser mais aplicados para sair com um resultado favorável", alerta. "Certamente, não viemos aqui pensando no empate. A vitória é só o que nos interessa", garantiu Rogério Ceni. "O primeiro jogo será fundamental para que possamos decidir a vaga no Morumbi", diz o capitão do time.

A viagem do Brasil para o México é sempre cansativa, mas esta do São Paulo durou 15 horas, cinco a mais do que o previsto. O desgaste preocupa.

Foram necessárias duas escalas, em Manaus e no Panamá; e antes do desembarque, já em solo mexicano, o time aguardou, dentro do avião, por duas horas para que as autoridades locais fiscalizassem os passaportes da delegação.

"O ônus de uma competição como a Libertadores são essas viagens cansativas", lamentou o fisiologista Turíbio Leite de Barros. "Mas isso não vai atrapalhar. O melhor a fazer é repousar bastante e se alimentar bem."

Ontem à noite, a equipe fez um treino leve no gramado do Estádio Jalisco, para reconhecimento do campo.



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