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Depósitos na conta de políticos
Sócio da Planam diz que 50 parlamentares receberam propina
O empresário Luiz Antônio Trevisan Vedoin, que é acusado de integrar a máfia dos sanguessugas e aderiu ao programa de delação premiada, disse que propinas foram pagas a parlamentares por depósitos em conta corrente, o que garantiria a comprovação da corrupção. Segundo uma autoridade que acompanha o caso, cerca de 50 parlamentares estão nessa situação. Vedoin é um dos donos da Planam, principal empresa do esquema de venda superfaturada de ambulâncias para prefeituras com dinheiro de emendas feitas por deputados no Orçamento.
Em prisão preventiva há dois meses, Vedoin está depondo à Justiça desde a semana passada e só deve terminar amanhã. Além de recibos de depósitos, ele entregou à Justiça quatro caixas de documentos que não constam do inquérito da Polícia Federal.
Otto Medeiros, advogado de Vedoin, disse que toda a família seguirá esse caminho: dizer tudo o que sabem ao juiz da 2ª Vara Federal de Mato Grosso, Jeferson Schneider. Até mesmo o pai, Darci Vedoin, outro dono da Planam, que tinha contato direto com parlamentares. A idéia é colaborar para obter redução da pena.
Ontem a CPI dos Sanguessugas ouviu Maria da Penha Lino, ex-funcionária da Planam e ex-assessora do Ministério da Saúde, também acusada de envolvimento do esquema. Mas o depoimento foi considerado pouco produtivo. "Ela está retraída", admitiu o relator da comissão, Amir Lando (PMDB-RO).
O quarto secretário da Câmara, João Caldas (PL-AL), avisou o presidente da Casa, Aldo Rebelo (PC do B-SP), de que não participará das reuniões da Mesa durante a CPI. Caldas é um dos investigados.
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