| |
Ruy Fontes nega ter recebido dinheiro do líder
Secretaria de Segurança Pública diz confiar no delegado
O delegado Ruy Ferraz Fontes negou as acusações de corrupção feitas por Marcos Camacho, o Marcola. Segundo ele, a situação processual do preso é a melhor resposta para as falsas denúncias do preso. Designado para investigar as ações do PCC em 2000, o delegado foi o responsável por desvendar a hierarquia da organização. De lá para cá, ele identificou e indiciou 40 líderes por formação de quadrilha armada. Graças às investigações do Deic, Marcola foi denunciado como líder da quadrilha responsável pelos crimes de homicídio (entre eles o do juiz-corregedor José Antônio Machado Dias) e tráfico de drogas. Outros 57 integrantes foram presos por Fontes, entre eles Cinthia Giglioli, a mulher de Marcola.
Apesar de os parlamentares verem com ressalvas as declarações do detento, a CPI do Tráfico de Armas informou ter encaminhado cópias das denúncias à Delegacia-Geral da Polícia Civil (DGP) do Estado de São Paulo para que sejam apuradas. "Precisamos ter muita cautela, porque tudo isso pode ser uma simples tentativa do preso de desqualificar o delegado e a única delegacia que tem tido coragem de enfrentar o PCC", afirmou o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), integrante da CPI.
A Secretaria de Segurança Pública informou que a DGP ainda não recebeu os documentos da CPI, mas que a pedido do próprio Ferraz Fontes, a Corregedoria Geral da Polícia Civil já instaurou uma apuração preliminar. A Secretaria informou ainda que "confia plenamente no trabalho do delegado", que tem desempenhado papel importante na desarticulação do crime organizado.
|