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PT lança Lula e corre atrás de apoios
Discurso do presidente terá comparação com governo FHC
Sem o apoio de uma frente ampla, mas apostando na "força do povo", o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dirá hoje, na convenção do PT, que decidiu ser candidato à reeleição porque tem muito a fazer pelo Brasil. Cercado de banners, exibindo o slogan "Lula de novo. Com a força do povo", ele falará da crise política, sem rebater ataques. Vai adotar tom emocional e insinuar que a oposição está nervosa porque só ele tem apoio da população. A convenção do PT, no Minas Brasília Tênis Clube, homologará a chapa de Lula, que terá mais uma vez José Alencar como vice.
Para o discurso de Lula, recheado de comparações com o governo Fernando Henrique Cardoso, ministérios enviaram informações. A idéia é que o presidente fale sobre a situação em que recebeu o País, o que desejou fazer, o que conseguiu e os desafios que tem pela frente.
Ontem, em Chapecó (SC),Lula confirmou o nome do vice-presidente José Alencar na chapa à reeleição. Lula disse que nunca teve preocupação de mudar: "Já tenho vice. Ele (Alencar) é meu vice há 3 anos e meio, por que iria mudar?"
Até agora, a coligação de Lula se resume ao PT e ao PRB de Alencar, mas é possível que o PC do B entre na aliança. PSB não oficializou apoio formal, mas uma ala defende casamento de papel passado. Decisão do PSB será tomada em convenção na quarta-feira.
Lula crê no Supremo
Contrariando as orientações de técnicos do Planalto, Lula disse que o governo vai manter a edição das medidas provisórias com reajustes ao funcionalismo. Isso vai contra interpretação dopresidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco Aurélio Mello, para quem aumentos após 4 de abril (180 dias antes das eleições) são vetados pela lei eleitoral.
Lula acredita que, se houver problemas, a decisão final ficará a cargo do Supremo Tribunal Federal (STF), onde espera obter vitória. Assessores temem que a decisão do presidente do TSE possa ser usada pela oposição para impugnar ou tumultuar a candidatura à reeleição.
Tucano critica uso do Planalto
O candidato tucano à Presidência, Geraldo Alckmin, acusou Lula de transformar o Palácio do Planalto em comitê eleitoral e disse que o PSDB, a sociedade e a Justiça Eleitoral "não vão tolerar abusos e o uso indevido da máquina pública" na campanha eleitoral. Ele afirmou que a fiscalização será "severa", para evitar que o adversário "continue a confundir" o exercício do mandato com a corrida pela reeleição. "O Palácio do Planalto não pode ser transformado em comitê eleitoral. É um prédio público, instituição pública", afirmou o ex-governador, em visita a Caruaru, no agreste de Pernambuco.
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