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SP deve ter 14 nomes ao governo
Se a disputa presidencial não terá tantos concorrentes por conta da verticalização, a corrida ao Palácio dos Bandeirantes deve ter pelo menos14 candidatos, segundo levantamento feito pelo JT. O número é próximo ao de 2002, quando foram 15 inscritos, e ainda pode mudar, já que os partidos realizam suas convenções até dia 30.
No domingo, o PSDB confirma o ex-prefeito José Serra, líder nas pesquisas, como candidato ao governo de São Paulo.Mas um desafio para os tucanos, porém, está marcado para hoje: tentar convencer o ex-governador Orestes Quércia (PMDB) a abortar a idéia de entrar no páreo.
Se a articulação falhar, a tendência é que a vice do Serra fique com o próprio PSDB e a vaga ao Senado, com o PFL, avaliam tucanos. Serra terá apoio do PFL e PPS, além do PTB, que realiza convenção hoje para formalizar o apoio.
Depois de uma "turbulência" interna, o PDT também deve confirmar hoje o nome do vereador Carlos Apolinário como candidato ao governo. Ele havia sido indicado à vaga ainda em 2005. No início da semana, porém, o ex-deputado Tonico Ramos também se increveu como pré-candidato. Apolinário classificou o fato como "golpe", e seus apoiadores afirmaram que se tratava de uma tentativa do PSDB de evitar críticas durante a campanha.
O PDT anunciou ontem à noite que cancelaria o registro da pré-candidatura de Ramos. O ex-deputado, porém, defendeu ter o direito de pleitear a vaga ao governo.
Maluf sai para deputado federal
Outro partido com problemas de última hora é o PP. O pré-candidato do partido, o ex-prefeito de Santos Beto Mansur, deixou a disputa. O presidente da legenda em São Paulo, Celso Russomanno, afirmou que o partido ainda deve decidir entre os ex-deputados Cunha Bueno e Adhemar de Barros Filho. O PP ainda é sondado pelo PMDB para aliança com Quércia. Mas a principal atração do partido deve ser a candidatura do ex-prefeito Paulo Maluf a deputado federal. A convenção do partido será no domingo.
O PSB deixou sua convenção para dia 30, data-limite prevista pela lei eleitoral. Assediados pelo PT para composição, os socialistas discutem candidatura própria, mas há divisão sobre quem será o candidato: o nome do jurista Sérgio Sérvolo foi lançado, mas uma ala do partido pleiteia a vaga para o juiz aposentado Sílvio Mendonça. Também será no fim do prazo a convenção do PL, que tem proposta do PMDB, mas deve fechar com o PT.
O PV já definiu o nome do ex-prefeito de Rio Claro Cláudio de Mauro como concorrente ao governo estadual. O recém-criado PSOL lançou o ex-petista Plínio de Arruda Sampaio, em uma chapa que terá apoio do PSTU e do PCB, que pleiteia indicar Mauro Iasi para vice.
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