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Bernardes: como a droga entrou
JOSÉ DACAUAZILIQUÁ, jl.dacauaziliqua@grupoestado.com.br
Há duas possibilidades para explicar a entrada de uma porção de maconha no presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes - onde está o líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola. A primeira seria um funcionário que teria levado a droga para o presídio. A segunda, e mais provável, é que o entorpecente teria entrado durante o horário de visita e passado através da tela por um beijo dado entre um preso e sua mulher.
A droga (aproximadamente 5 gramas de maconha)foi encontrada na blitz realizada no Centro de Readaptação Penitenciária. De acordo com funcionários da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), o entorpecente foi encontrado jogado no corredor do pavilhão. "O preso percebeu a chegada da Tropa de Choque e jogou o entorpecente pela portinhola da cela, pois dessa forma ninguém seria responsabilizado", disse um funcionário, que não quis ser identificado.
O CRP de Presidente Bernardes é uma das três unidades entre as 144 do sistema prisional paulista que adotaram o sistema de Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Segundo a resolução 121 da SAP,o preso pode receber visitas semanais de duas pessoas, sem contar crianças, com duração de duas horas. Não há visita íntima e, em tese, nem contato físico porque a conversa acontece através de uma tela metálica.
"A mulher deve ter introduzido a maconha na vagina para driblar a revista pessoal. No fim da visita, deve ter pedido para ir ao banheiro, retirado a droga e colocado na boca. Depois passou a maconha ao preso ao lhe dar um beijo de despedida", contou o funcionário.
O entorpecente não chegou por Sedex, porque o regimento do RDD impossibilita que os detentos recebam encomendas. Toda carta destinada ao preso é aberta antes de ser repassada. Para eliminar a possibilidade do contato físico entre presos e visitantes do CRP, a Secretaria substituirá a grade por vidro. A comunicação será feita por interfone.
Valparaíso
Policias Militares encontraram drogas e celulares, ontem à noite, dentro do ônibus de parentes de presos que seguiam para o presídio de Valparaíso, no Interior.
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