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Sábado, 24 junho de 2006   edições anteriores
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  Sobrou para o chefe

Caso Robinho é mais fácil. Mas... e Juninho?

LUIZ ANTÔNIO PRÓSPERI, luiz.prosperi@grupoestado.com.br

Dortmund - Carlos Alberto Parreira está sob pressão para manter Robinho no time que enfrentará Gana nas oitavas-de-final, na terça-feira, em Dortmund. Tudo conspira a favor do ex-atacante do Santos.

Ronaldinho Gaúcho sentiu-se mais confortável jogando ao lado de Robinho. Kaká também aprovou. E Ronaldo fenômeno ganhou um parceiro com que costuma fazer dupla de ataque no Real Madrid.

Mas o técnico Parreira ainda tem um outro dilema para resolver: como encaixar Juninho Pernambucano, outra unanimidade, na Seleção Brasileira?

Qual dos pesados?
Para Robinho entrar, tem de sair Adriano ou Ronaldo. Depois dos gols que fez contra o Japão, tornou-se impossível ao técnico despachar o Fenômeno para o banco.

Sobraria para Adriano.

Parreira, porém, pode insistir com o "Imperador" usando como argumento o fato da seleção de Gana ter um time bastante forte fisicamente. O robusto Adriano teria mais impacto que a leveza de Robinho.

"Todos querem jogar. Mas a gente respeita a opinião do Parreira. Para mim não faz diferença jogar com o Ronaldo ou o Adriano: eles têm a mesma característica. Com o Ronaldo, estou mais acostumado porque jogamos juntos no Real Madrid", disse Robinho.

O bom entrosamento com Ronaldo não diz tudo.

Ronaldinho Gaúcho também gostou de ver Robinho no ataque. Os dois combinaram bem no setor esquerdo, em especial no segundo tempo contra o Japão.

Na hora de recompor o meio-de-campo, quando o time perdia a bola Robinho voltava rápido para alívio de Ronaldinho Gaúcho e até Kaká.

O quebra-cabeça de Carlos Alberto Parreira para encaixar Robinho parece fácil. Basta tirar Adriano e colocar Robinho.

Difícil mesmo é arrumar um lugar no time titular para Juninho Pernambucano, que deu mostras contra o Japão o quanto pode ser útil na Seleção Brasileira.

"O Juninho é jogador de meio-de-campo que poderia fazer a função do Kaká e, com um pouco de esforço, jogar de volante como joga o Zé Roberto", dizia Parreira antes da partida contra o Japão, em Dortmund.

Numa altura dessa, o treinador tem o direito de rever o seu conceito.

Duas funções
Juninho Pernambucano jogou 70 minutos na posição de segundo volante, na partida com a seleção japonesa. Marcou bem, articulou o ataque, chutou de longe e ainda fez um golaço.

Nos 20 minutos finais contra os japoneses, quando Zé Roberto entrou, Juninho avançou para fazer a função de Kaká - e não decepcionou.

Para que Juninho Pernambucano se torne titular, na avaliação de Carlos Alberto Parreira, o volante Zé Roberto tem de sair ou então Kaká.

Ou sair Adriano. Nesse caso, Ronaldinho Gaúcho poderia ficar mais próximo de Ronaldo e Juninho distribuiria o jogo ao lado de Kaká.

As mudanças estão à mesa de Parreira.

Cabe a ele decidir qual das alternativas a melhor para o Brasil derrotar Gana.

Ainda há outra cobrança: a troca de Cafu e Roberto Carlos por Cicinho e Gilberto. Podem esperar sentados. Parreira não mexe nas laterais.

Voltam Cafu e Roberto Carlos.



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