Os metalúrgicos das unidades da General Motors nas cidades de São José dos Campos (Interior) e São Caetano do Sul (ABCD) recusaram a proposta de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) formulada pela montadora norte-americana. Segundo informações dos sindicalistas, a empresa propôs pagar R$ 4.333 de benefício caso seja atingida 100% da meta de produção.
"Nós descartamos. Fizemos assembléia ontem (terça-feira) e houve 100% de rejeição", afirmou Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano. "Nós já rejeitamos na mesa (de negociações)", completou Luiz Carlos Prates, o Mancha, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.
A entidade sindical do Vale do Paraíba decidiu, em assembléia na última segunda-feira, pedir à empresa R$ 6 mil de PLR. A proposta dos funcionários da GM de São José é igual à que já havia sido formulada pelo sindicato que representa os trabalhadores da fábrica de São Caetano. E Mancha não parece disposto a abrir mão do valor proposto em assembléia. "Achamos que há uma defasagem do ano passado e vamos querer tirar essa diferença", explicou o sindicalista.
Cidão, dos metalúrgicos de São Caetano, tem a expectativa de que a montadora norte-americana melhore a proposta de PLR para a entidade sindical apreciá-la "com mais carinho". De acordo com ele, não existe "varinha mágica" nas negociações entre patrões e empregados e, dessa forma, é preciso "encontrar um denominador comum, que é o mais difícil".
Os representantes dos metalúrgicos e a direção da GM voltam à mesa de negociações amanhã na cidade de São Caetano.
O Sindicato dos Metalúrgicos de São José também confirmou presença no encontro que debaterá o valor da PLR para 2006.
Boa notícia
A empresa e os trabalhadores ainda não chegaram a um acordo sobre o valor do benefício, porém, segundo informações de Cidão, já está "praticamente acertado" que a primeira parcela da PLR será paga na primeira quinzena do próximo mês. As duas entidades sindicais pedem a antecipação de uma parte do dinheiro para os trabalhadores.
Procurada pela reportagem, a GM não fez comentários sobre o assunto.